A experiência da maranhense Sumara Marcela Bezerra, 27 anos, não foi muito diferente. A garota iniciou a vida sexual aos 12 anos e nunca teve lá muita preocupação em se proteger. “Tive muitos parceiros e usei preservativos poucas vezes”, relembra. Em 2002, aos 21 anos e grávida de três meses, fez o teste para HIV e recebeu a notícia de que havia dado positivo. Embora consciente de que tinha se exposto ao vírus durante anos, o diagnóstico chegou como uma bomba. “Tentei até a morte. Foram momentos de muita angústia”, diz. A filha, Gabrielli, seis anos, não foi contaminada – durante o pré-natal, Sumara foi submetida ao tratamento que impede a passagem do vírus da mãe para o filho. Hoje Sumara está mais madura para refletir sobre o que aconteceu. “Não vou dizer que sou vítima da Aids. Tinha meios de me cuidar e não fiz isso. Mas hoje sei que nada é mais importante do que a vida. Não vale a pena arriscar nada por ela”, diz. |