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Da balada à dependência

 
Diogo Rodrigues
 

Cada vez mais os jovens procuram a noite para se iniciarem neste movimento de descoberta de si e dos outros. Sair à noite é uma tradição, beber, estar com os amigos, dançar ou ”curtir a noite”, como eles dizem. Mas, se esse termo “curtir à noite” se associa, normalmente, a coisas boas, também pode ser o começo de uma experiência nada agradável. Existem novas pessoas, novas ofertas, novos espaços e novas experiências a serem descobertas. Pode parecer um pouco pesado, mas atualmente a curtição noturna, conhecida como balada nos tempos modernos, caminha lado a lado com o abuso de drogas e álcool.

 

As casas noturnas já podem ser consideradas como ponto de tráfico e uso de drogas e o “curtir a noite” não é mais como antigamente. O abuso de bebidas alcoólicas e das drogas é real e temos que enfrentar essa verdade. Hoje, aparecem outros parceiros de balada, as drogas e a violência e, para ir até esses lugares, tem que estar preparados para isso. É necessário tomar alguns cuidados e, infelizmente, a balada não é mais para todos.

 

Para muitos jovens a noite ideal é quando se sai com os amigos, conhece pessoas novas, dançar ao som de boa música, beber exageradamente e fazer uso de substâncias que passa a idéia de felicidade e descontração.  A ação das drogas e do álcool varia de acordo com a personalidade da pessoa, da disposição física e do ambiente em que se encontra. Essas substâncias podem dar uma sensação de satisfação ou felicidade, mas é sempre de curta duração. Se a pessoa não está bem consigo não é a droga ou álcool que vão mudar as coisas de vez.

 

Os jovens têm beleza, tem alegria de sobra e não precisam dessas substâncias maléficas para “curtir a noite”. Mas muitos não pensam dessa forma e devem estar cientes que nenhuma droga, legal ou ilegal, é isenta de efeitos secundários. A pessoa sai de si tanto mental como fisicamente. Apesar do prazer que as drogas possam proporcionar, utilizá-las em grandes quantidades não as tornam mais eficazes, mas podem prejudicar o usuário ainda mais.

 

O uso repetitivo nos finais de semana e depois também em dias normais faz com que muitas pessoas tentem reviver a primeira sensação ou experiência que tiveram com as drogas, o que é totalmente impossível, porque a tolerância aumenta rapidamente. A surpresa não vai existir mais, então o uso é cada vez maior e a dependência pode ser o final para quem apenas começou com uma tentativa de curtição além da conta.

 

A noite pode e deve ser um espaço de convívio e prazer, mas não se deve transformar em um espaço de perda de controle cujas conseqüências possam levar a pessoa a uma dependência química e que a curtição se torne um pesadelo. 

 

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