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Drogas causam traumas

 

Uma pesquisa realizada pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) aponta que cerca de 11% das vítimas de traumas não fatais admitidos nos serviços de urgência apresentam algum grau de intoxicação alcoólica. Maconha foi encontrada em quase 14%, mas em um grupo menor de pacientes.

 

A pesquisa fez parte de um estudo epidemiológico sobre álcool e traumas da OMS (Organização Mundial de Saúde) em departamentos de urgência de 12 países. Entretanto, no Brasil os pesquisadores resolveram incluir a análise de outras substâncias psicoativas, como maconha, cocaína e benzodiazepínicos na prevalência desses traumas.

 

Nos meses de coleta de dados -- três no total --, que ocorreram diariamente e por 24 horas, foram incluídos 353 pacientes que deram entrada no pronto-socorro do Hospital São Paulo devido a trauma não fatal. Além da utilização de um questionário, padronizado pela OMS, o trabalho registrou o auto-relato do consumo de drogas nas últimas 24 horas que antecederam o trauma.

 

Destes, 242 tiveram coletados screenings de urina para detecção de maconha e cocaína no organismo e 166 para benzodiazepínicos. Já a concentração de álcool no sangue foi avaliada em todos os participantes do estudo, por meio do uso de um bafômetro.

 

Os resultados apontaram que o uso de substâncias psicoativas nos indivíduos que sofreram trauma é altamente prevalente, sobretudo para o álcool, detectado pelo bafômetro em 11% dos casos, e para a maconha, com 13,6% de positividade no teste de urina. Já a cocaína e os benzodiazepínicos foram menos freqüentes, sendo positivos para 3,3% e 4,2% dos indivíduos, respectivamente.

 

Mistura perigosa

 

A associação entre o álcool e outras drogas também foi detectada em quase 8% (27) dos entrevistados, o que aumenta ainda mais os riscos de traumas. Foi identificada a presença de maconha e benzodiazepínicos no organismo de três indivíduos; de maconha e cocaína, em seis; de álcool e benzodiazepínicos, em um; de álcool e cocaína, em cinco; e de álcool e maconha, em 12.

 

Durante a entrevista, apenas 9,9% dos indivíduos admitiram ter consumido algum tipo de droga nas 24 horas que antecederam a pesquisa.

 

Fonte: ABEAD

 

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