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Raves com horas contadas!

 

Durante audiência pública realizada dia 07/11/07, na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o presidente da Comissão de Prevenção ao Uso de Drogas e Dependência Química em Geral, deputado José Nader (PTB), defendeu a criação de uma regulamentação que limite o número de horas de duração das festas de música eletrônica, mais conhecidas como raves.

 

Segundo Nader, existe a necessidade da interferência do poder público na questão. “O horário dessas festas é muito extrapolado. O modelo das raves não funciona. É impossível realizar uma fiscalização eficaz em um evento de 24 horas. O objetivo da comissão é unir as forças para resolver o problema”, disse Nader.

 

O parlamentar defendeu ainda a exigência da presença de policiais em todas as festas desta natureza. “É um momento de extrema urgência. Em São Paulo, a polícia faz a revista dos freqüentadores. Não conseguimos entender o fato de o mesmo não ser adotado aqui. O problema não é a música, mas sim as drogas que circulam livremente nos eventos”, concluiu.

 

Esteve presente à reunião, para prestar esclarecimentos, o empresário Pedro Smith, organizador da festa Tribe, no sítio Happy Land, em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio, na qual o jovem Lucas Francesco Amêndola, 17, morreu de overdose após consumir drogas, no último dia 28.

 

Smith esclareceu que a longa duração dessas festas se explica pela alta rotatividade de pessoas e atrações que costuma existir nas raves. “Foram 17 horas de Tribe divididas em vários tipos de música. Ninguém fica lá o tempo todo. A repressão contra as drogas foi feita da maneira devida. Infelizmente, o comprimido de êxtase é muito pequeno e acaba entrando sem a permissão da segurança. Não tivemos nenhum problema de brigas ou confusões no interior do sítio”, explicou.

 

O empresário acrescentou que é a favor da idéia de redução da duração das festas. “Seria bom vermos a presença do poder público nos eventos. Eu defendo leis mais rigorosas e a participação da polícia. Já realizei mais de 50 eventos que nunca tiveram problemas de drogas. Tínhamos um efetivo de 180 seguranças na festa, o que era suficiente para garantir a integridade física dos presentes”, afirmou o empresário.

 

Câmeras, detectores e fiscalização

 

No dia 31 de outubro, o vice-presidente da comissão, deputado Álvaro Lins (PMDB), apresentou um projeto na Alerj que dispõe sobre a regulamentação para a realização de eventos de música eletrônica e bailes funk.

 

O projeto prevê que tais eventos sejam sempre realizados com a prévia autorização do poder público. Além disso, pretende tornar obrigatório o uso de detectores de metais, a presença de atendimento médico no local, com médico socorrista, enfermeiro e técnico de enfermagem, apresentação pelos organizadores dos eventos da expectativa de público, número de ingressos disponíveis e vendidos, e a comprovação de disponibilidade de estacionamento que permita o acesso tranqüilo sem interferências no trânsito local. “Nosso objetivo não é proibir, mas sim criar uma ordem”, afirma Lins.

 

A audiência de ontem foi um desdobramento do Seminário “Drogas, o Mal do Século”, promovido pela Comissão de Prevenção ao Uso de Drogas, na última segunda-feira, dia 05/11.

 

Fonte: Tribuna da Imprensa - RJ

 

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