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Drogas
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Álcool |
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| Poucos minutos depois da ingestão do álcool, este passa para a corrente sanguínea, onde pode manter-se várias horas, e a partir da qual exerce a sua ação sobre diversos órgãos do corpo.
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O etanol afeta todo o organismo, sendo o fígado um dos órgãos mais afetados; este tem a missão de transformar o álcool noutras substâncias pouco perigosas para o indivíduo, mas tem uma capacidade limitada: pode metabolizar entre 20 a 30 gramas de álcool por hora. Entretanto, a bebida circula pelo sangue, danificando os outros órgãos por onde passa. |
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| No que diz respeito aos efeitos do etanol sobre o sistema neurotransmissor, pode afirmar-se que esta substância, como a maioria das que geram dependência, facilita a transmissão dopaminérgica, que está estreitamente relacionada com as propriedades aprazíveis das drogas. Contudo, ainda existem dúvidas relativas à etiologia do alcoolismo e aos mecanismos de ação do etanol. Uma das dificuldades adicionais no estudo dos mesmos é dada pelo fato de não haver receptores específicos no sistema nervoso central que atenuem os seus efeitos farmacológicos. |
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Efeitos: O marcado caráter social desta droga e a grande aceitação de que goza permitem catalogar como normais padrões de consumo que, na realidade, são claramente exagerados. Estes geram uma série de conseqüências adversas que a seguir passaremos a resumir: |
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- Efeitos imediatos: Contrariamente ao que se diz, o álcool não é um estimulante do sistema nervoso central mas sim um depressor, pois à sensação inicial de euforia e de desinibição, segue-se um estado de sonolência, turvação da visão, descoordenação muscular, diminuição da capacidade de reação, diminuição da capacidade de atenção e compreensão, fadiga muscular, etc. |
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O excessivo consumo de álcool produz acidez no estômago, vomito, diarréia, baixa da temperatura corporal, sede, dor de cabeça, desidratação, falta de coordenação, lentidão dos reflexos, vertigens e mesmo dupla visão e perda do equilíbrio. Se as doses ingeridas forem muito elevadas - por exemplo, o caso de intoxicação etílica aguda, sobre a qual nos deteremos a seguir podem provocar depressão respiratória, coma etílico e eventualmente a morte. |
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O álcool atua bloqueando o funcionamento do sistema cerebral responsável pelo controlo das inibições. Estas, ao verem-se diminuídas, fazem com que o indivíduo se sinta eufórico, alegre e com uma falsa segurança em si mesmo que o poderão levar, em determinadas ocasiões, a adotar comportamentos perigosos. |
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Os acidentes de tráfego merecem uma menção especial. Uma altíssima percentagem deles têm relação direta com o consumo do álcool. Há mais mortes por dia causadas pelo álcool do que por outras drogas. Podemos afirmar que é a primeira causa de morte entre os jovens. |
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- Efeitos a longo prazo: O consumo crônico produz alterações, de diversa natureza, em diferentes órgãos vitais:
Cérebro: deterioração e atrofia;
Sangue: anemia, diminuição das defesas imunitárias;
Coração: alterações cardíacas (miocardite);
Fígado: o alcoolismo é uma das principais causas da hepatopatia, que se pode manifestar em forma de hepatite ou cirrose;
Estômago: gastrite, úlceras;
Pâncreas: inflamação e deterioração;
Intestino: transtornos na absorção de vitaminas, hidratos e gorduras, que provocam sintomas de carência. |
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A irritabilidade, a insônia, os delírios por ciúmes ou a mania da perseguição são algumas das alterações de que, com freqüência, sofrem os consumidores crônicos desta substância. Nos casos mais graves, podem surgir encefalopatias com deterioração psico-orgânica (demência alcoólica). |
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O consumo habitual na mulher grávida pode dar lugar à chamada síndrome alcoólica-fetal, caracterizado por malformações no feto, baixo coeficiente intelectual, etc. |
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Trata-se de uma droga capaz de originar tolerância e um alto grau de dependência, tanto física como psicológica. Muitos alcoólicos apresentam a denominada tolerância negativa: basta uma pequena quantidade de etanol para que fiquem completamente ébrios. |
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A supressão do álcool no paciente consumidor costuma desencadear uma enorme síndrome de abstinência que requer atenção médica urgente. Os sintomas são os seguintes: entre as doze e as dezesseis horas seguintes à privação da bebida, aparecem: inquietação, nervosismo e ansiedade. Várias horas depois, podem aparecer cãibras musculares, tremores, náuseas, vômitos e grande irritabilidade. A partir do segundo dia de abstinência, nos casos mais graves, surge o denominado "delírium tremens", caracterizado por uma clara desintegração dos conceitos, aparecimento de delírios, alucinações, fortes tremores. |
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No núcleo familiar, um elevado grau de alcoolismo pode conduzir à falta de responsabilidade, desintegração familiar, crises, maus tratos, etc. Outras conseqüências provocadas pelo alcoolismo são a instabilidade e o absentismo laboral, o aumento de acidentes, os comportamentos criminosos, alterações da ordem e até o suicídio. |
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Intoxicação etílica aguda.
Após a ingestão de grandes quantidades de álcool, este chega rapidamente ao cérebro e provoca os sintomas da embriaguez nos seus mais variados aspectos. |
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As manifestações mais importantes são: comportamentos desadaptados, como por exemplo os impulsos sexuais desinibidos ou agressivos, sensibilidade emocional, deterioração da capacidade de raciocínio e da atividade social, fala premente, descoordenação, instabilidade motora, rubor facial, mudanças no estado de ânimo, irritabilidade, loquacidade e falta de atenção. A conduta habitual do indivíduo pode acentuar-se ou alterar-se. Às vezes, aparecem fenômenos de amnésia durante a intoxicação. |
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Fatores como a existência de tolerância, o tipo do álcool, a quantidade de bebida ingerida, a rapidez do consumo, a ingestão simultânea de alimentos, as circunstâncias ambientais, a personalidade ou o consumo de algum medicamento, poderão influir de forma acentuada nas características da embriaguez. Os casos mais graves de intoxicação levam à perda de consciência, ao coma e, inclusivamente à morte por depressão cardio-respiratória. |
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Fonte: Drogas - Brasil Escola
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